Novo blog

8 07 2009

Galera, já faz um tempão que não posto nada aqui, devido a correria do dia-a-dia e de outros fatores. Hoje estou postando para avisar que estou com um novo blog. Já há algum tempo venho trabalhando neste projeto de colocar no ar um Blog e Site personalizado… finalmente está quase concluído, em breve estará 100%.

Você já pode visitar e conferir como está ficando, e também conferir novos post´s. Aguardo a visita de todos!

www.dguedes.com

Forte abraço! E até a próxima.





Conceitos de design: função, letras, cores e formas

16 03 2009

Não sabe bem o que é design, mas tem simpatia? Leia para ter uma compreensão mais clara da função do design e um roteiro para iniciar estudos. Se entendeu e empolgou, é isso mesmo.

Design é uma palavra da moda, usada uma porção de coisas, que nem sempre tem relação com design. Aparece em capas de revista, temas de palestras, cursos e campanhas publicitárias. As várias interpretações e o pouco esclarecimento sobre a real função do design geram confusão e atrapalham o processo de criação.

Tio, o que é design?

Design refere-se ao projeto visual e funcional de um produto . É adaptar um produto à necessidade dos seus usuários, cativar o seu uso através da estética, aplicar conceitos e usabilidade à sua forma.

Alguns profissionais, empresas, cursos, matérias de revistas e conversas de botequim associam o design à produção de imagens ou manipulação de um software específico.

No entanto, os softwares são apenas ferramentas e não garantem a qualidade do projeto. Nenhum software deve ser encarado como uma solução pronta. Existem diversos programas com funções similares e a escolha sobre qual utilizar é de cada um. A definição do que é design vai muito além do Photoshop.

O design é uma área projetual. É responsável por gerar desempenho, qualidade, durabilidade e aparência a um produto. Cada trabalho a ser realizado exige planejamento, pesquisa, criatividade e técnica. Ao contrário do que muitos pensam, a função do design não está vinculada pura e simplesmente à produção de imagens.

“A função do design, além da estética, é tornar um produto funcional. É transformar informação em comunicação.”

Na produção de um website (assim como em outros produtos) deve-se elaborar um projeto coerente, que forneça soluções eficientes e eficazes em usabilidade, desempenho e comunicação, focadas nas necessidades do público alvo. Não é apenas um trabalho criativo, mas também de planejamento e de pesquisa. Produzir uma peça publicitária ou um website inevitavelmente exige “pensar”. Portanto, além da manipulação de softwares, existem alguns métodos de planejamento e pesquisa que se deve conhecer. Além ainda de conhecimentos conceituais sobre como trabalhar a pregnância da forma.

Tio, por onde começar o projeto?

Inicialmente, devem ser coletadas e organizadas as informações para o projeto. Utilizar elementos dentro de qualquer peça gráfica sem um estudo do caso é um equívoco que compromete a comunicação e a funcionalidade.

Há que se levar em consideração fatores como o objetivo do projeto, o produto a ser divulgado, o público alvo (sexo, idade, cultura, classe social, etc), identidade visual, motivações etc. Para realizar tal estudo do caso, nada melhor do que ter em mãos um briefing bem elaborado.

O ideal para a elaboração desse documento é reunir-se com o cliente, tirando suas dúvidas, esclarecendo detalhes e orientando-o sobre conceitos e tecnologias. Quando esse processo de elaboração não é possível de se realizar com o cliente, pode-se enviar a ele um documento com perguntas a serem respondidas, o que nem sempre é satisfatório.

É possível encontrar vários modelos e exemplos de briefing na web, dando uma noção de como esse documento deve ser feito. No entanto o ideal é não seguir um modelo, e sim elaborá-lo sempre de acordo com a necessidade do projeto.

Após a análise do briefing e com as devidas pesquisas feitas, o próximo passo é a arquitetura da informação. Como organizar a estrutura da peça e a distribuição das informações em categorias, além de priorizar a comunicação de informações mais relevantes.

Cada elemento do layout deve ter uma função.

Uma vez que uma das funções do design é transformar informação em comunicação, nenhum elemento dentro do layout deve estar lá sem comunicar algo.

Elementos desnecessários podem confundir, poluir e dificultar o acesso e o entendimento das informações. Para um bom trabalho, é necessário fazer um estudo de conceitos visuais e de comunicação e saber porque usar determinadas cores, fontes e formas, em função da imagem e das sensações que esses elementos transmitem ao usuário.

As cores têm poder de comunicação bem maior do que se imagina. É importante saber trabalhar com a psicodinâmica das cores, para que elas transmitam a imagem e as sensações orientadas no briefing. Cada cor transmite informações, sensações e emoções diferentes. Uma boa introdução neste assunto é encontrada no site Color in Motion, que por meio de uma animação, dá exemplos de sensações e emoções que cada cor pode representar.

Para elaborar a paleta de cores de uma peça, é importante saber como trabalhar as combinações cromáticas. Por mais que se saiba que cores transmitem as sensações desejadas, é essencial saber combiná-las. Nesta tarefa é essencial ter em mãos um círculo cromático. Uma ótima ferramenta que pode nos auxiliar na elaboração de uma paleta de cores é encontrada no endereço kuler.adobe.com.

Toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras

Outro fato que se deve ter em mente é que toda idéia a ser transmitida é traduzida através de letras. Sendo assim, é importante ter um bom conhecimento de como trabalhar com a Tipografia.

Para comunicar uma idéia deve-se trabalhar com fontes que priorizem a legibilidade e que tenham relação com o contexto do projeto. Deve-se saber, por exemplo, que fontes com serifas não são indicadas para textos na web, pois a baixa resolução dos monitores faz com que as serifas se sobreponham, o que dificulta a leitura. Porém, em títulos elas podem ter um bom resultado decorativo. Fontes sem serifa conseguem obter melhor leitura no monitor, principalmente se trabalhadas com um bom entrelinhamento.

Existem diversas famílias tipográficas, cada qual com uma aplicação especifica, de acordo com o contexto. Saber escolher bem as fontes a serem usadas é um ponto importante na comunicação. Outro fator que auxiliará na pregnância da forma é a aplicação das leis da Gestalt em nosso projeto. Segundo a Wikipédia, Gestalt é um termo intraduzível do alemão, utilizado para abarcar a teoria da percepção visual baseada na psicologia da forma.

Aprendendo a analisar as manifestações visuais e objetos ao redor, compreendemos melhor porque algumas formas agradam e outras não (e assim podemos trabalhar esses fatores em nossos projetos). O estudo da Gestalt compreende a

“integração das partes em oposição à soma do todo: estrutura, figura e forma”.

Leis da Gestalt (como unificação e segregação, fechamento, boa continuidade, proximidade e semelhança) ajudam a orientar o processo de criação e obter resultados satisfatórios. Uma boa referência de estudo sobre o assunto é o livro “Gestalt do Objeto: Leitura Visual da Forma”, do professor João Gomes Filho. Os processos e conceitos necessários para se tornar um designer não se encerram aqui. Outros conhecimentos, como semiótica, antropologia, arte, técnicas de composição e a busca de boas influências são essenciais na formação de um profissional. Porém, a partir daqui pode-se ter uma compreensão mais clara do que é design e uma direção para iniciar os estudos.

Espero que este post ajude a lhe dar um orizonte sobre o que é o mundo do design. Em breve postarei outros post´s nesta linha “teórica”, para que sirva de estudo e guia.

Fontes:
Aula “Conceitos de Design – Letras, Cores e Formas”, ministrada aos alunos do Curso de Web Design Developer, do módulo de Projeto, em 31/08/2007, na Microcamp Internacional – São Bernardo.
www.webinsider.uol.com.br
Livro: Design para quem não é designer




Trampo da Faculdade…

13 03 2009

Olá Pessoal…

Hoje estou postando um trabalho da faculdade, para a cadeira de Redação Publicitária. O objetivo do trabalho era criar um anúncio para ser veiculado em revista, para o cliente Sonho de Valsa.  Veja abaixo o resumo do Briefing:

Produto – Chocolate
Marca – Sonho de Valsa
Público – Homens e mulheres na faixa etária de 12 a 35 anos
Classe – ABCD
Perfil Psicográfico – Pessoas apaixonadas por chocolates
Objetivo da Comunicação – Associar chocolate a saudade
Promessa Principal – Chocolate faz com que as pessoas sintam-se completas  ( Chocolate preenche um vasil )
Imagem do Desejada – A marca do Sonho de Valsa une pessoas. Moderno, Inrreverente e Ousado.

Então resolvi fazer um anúncio sequencial (3 Páginas). Veja abaixo

Na primeira página esta um pequeno texto falando sobre saudade.

Já na segunda, esta um anúncio interativo. Nesta página o leitor irá encontrar uma cartela adesiva com as letras do alfabeto, e com elas poderá formar o nome da pessoa a qual ela sente saudade e colar no espaço vazio no texto do anúncio. Com isso ela poderá dar este anúncio a pessoa que sente saudade, de forma que pareça que o anúncio foi personalizado.

E para fechar o anúncio, o leitor encontrar um Porta retrato para montar. Basta recorta-lo e colar e ta pronto! Nele o leitor poderá colocar a foto da pesso que sente saudade, e sempre que quiser ela poderá da uma olhadinha no porta retrato e matar um pouquinho da saudade.

Bem, esse foi o meu trabalho… Espero que tenham gostado! E o professo tb… Agora to só aguardando a nota…Quando ela sair, dependedo dela, posto aqui o resultado…rs

Forte abraço a todos e até o próximo post!





Um pouco de tecnologia

11 03 2009

Olá pessoal, aqui estou eu com mais um post. Hoje vou “fugir” um pouco do foco do blog, pois sempre posto algo relacionado a publicidade e/ou design, porem hoje vi algo bem interessante, por isso resolvi postar aqui. E pensando bem, até que da para fazer um link com o que vocês iram ver abaixo, pois assim como na tecnologia, no design você precisa ser ousado… experimentar novas coisas, ter novas ideias… E foi isso que esse cara fez.

Vou explicar a vocês o que estou falando…

A história começa quando um fã da Equipe de F1 Maclaren programou seu celular para controlar uma miniatura da equipe inglesa e montou um circuito em seu escritório.

Além de simular uma corrida, ele filmou a brincadeira com até câmeras on-board. A McLaren o chama para assistir os testes em Portimão, Portugal e um dos mecânicos da equipe mostra uma versão em tamanho real do carro de controle remoto, também comandado via bluetooth.

No fim do vídeo, Hamilton controla seu carro pelo celular na saída dos boxes e depois em um pequeno trecho da pista de Portimão.

Lewis Hamilton controla, via telefone celular, sua McLaren no circuito de Portimão, em Portugal

Lewis Hamilton controla, via telefone celular, sua McLaren no circuito de Portimão, em Portugal

Depois acabei descobrindo que esta brincadeira virou um anúncio viral da patrocinadora principal da McLaren, onde o atual campeão da Fórmula 1, Lewis Hamilton virou piloto de um carro de Fórmula 1 de controle remoto no anúncio.

Confira o video





Inexperiência ou falta de criatividade?!

6 03 2009

Olá… Mais uma vez passei alguns dias se atualizar o blog. Mas, aqui estou eu novamente…

O tema que irei abordar hoje é… Inexperiência ou falta de criatividade?! Isso porque esta semana, recebi um trabalho para fazer uma nova proposta de um material ( um catálogo de vendas e outbus ) para uma Fábrica de Produtos Capilares (Shampoo, Cremes, Reparadores de pontas, etç). Inicialmente o Job foi passado para um outro designer, recem contratado aqui da agência (que dizer, não é tão recente não, já tem uns 3  pra 4 meses) e ele fez as propostas semana passada. Quando foi esta semana, me pediram para fazer um nova proposta do material. Segue abaixo as propostas feitas por ele e as novas propostas feitas por mim. Compare-as e responda… Inexperiência ou falta de criatividade?!

Forte abraço a todos, e até o próximo post.





Já em ritmo de Carnaval…

19 02 2009

Olá pessoal…

O carnaval já ta ai. Aqui em João Pessoa o clima já é de festa, pois como já é tradição, aqui acontece uma das melhores prévias carnavalescas de todo o Brasil. E pra entrar de vez no clima de folia, criei uma camisa para brincar o carnaval junto com minha namorada. Trata-se de uma charge totalmente feita no Photoshop, mesclando desenhos feitos a mão livre e fotos. Vocês poderam notar que para fazer os rostos, utilizei fotos nossa e apliquei alguns efeitos para dar a idéia de caricatura. Confira o resultado.

camisa-carnval





Usando uma foto “caseira” para uma capa de Revista…

16 02 2009

Olá pessoal…

Aqui está mais um trabalho finalizado. Trata-se da Capa do mês de março da Revista da Redemais Farma. O tema será alusivo ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). Achei esse trabalho interessante pois, o cliente queria que a capa fosse uma mulher. Então mais uma vez a “cobaia” foi minha namorada. Sim, mais o que há de interessante nisso?! Vou explicar… é que nesta capa, eu não produzi a foto; a foto usada foi uma foto que tirei dela a uns meses atrás, quando estava-mos de saída para uma festa. Peguei a foto levei para o Photoshop, fiz uns ajustes, retirei o fundo, coloqui um bouquet de flores e pronto! Esta feita a capa… Enviei para o cliente, e sem pestanejar ele aprovou a capa…

O resultado, você confere logo a baixo…





Citroën – Mudança total

12 02 2009

New logo Citroen - Novo logo Citroen

A Citroën parece estar investindo no fortalecimento da marca para enfrentar a crise mundial. Vocês já podem conferir no site oficial todas as mudanças que a empresa francesa está propondo.
Além do logo, estão mudando o slogan para Créative Technologie, mudando a ambientação das lojas, o conceito dos carros e mais um monte de coisas.É tanta coisa que eles criaram um site especial só para apresentar as novas mudanças ao público, o CreativeTechnologie.com que conta com uma versão em português de onde tirei o seguinte texto falando sobre o novo logotipo:

“Em liberdade, os chevrons* afirmam-se. Ganham realce, e força: símbolo de matéria viva e em movimento, de uma tecnologia colocada ao serviço do Homem.
O nome da marca Citroën, conserva a sua cor vermelha tradicional, como uma ponte entre a sua história e o seu futuro. Os dois, em conjunto, formam o símbolo da Marca, que sublinha a confiança renovada da Citroën nos seus valores e nas suas ambições.”

* Chevrons são essas setas para cima ou para baixo muito usadas em insígnias militares, tipo esses que a Citroën tem no logo

O novo logo ganhou volume e uma cor metálica, se aproximou de símbolos que usam o mesmo recurso, como Renault, Mercedes-benz, Audi, Nissan, Toyota, Honda.
logos-metalicos-carros.jpg
Além disso, os chevrons ficaram mais suaves ganhando um ar aerodinâmico e a tipografia acompanhou a mudança ficando mais suave.

Vi no: Com Limão




Uma Belíssima logomarca.

9 02 2009

Olá pessoal…

Já há algum tempo peguei a missão de redesenha uma logomarca. Trata-se da logo de uma casa de recepções de João Pessoa. Porem ainda não havia postado nada, pois até então a logomarca ainda não tinha sido apresentada. Mas finalmento o cliente viu a logo e aprovou… ” Ai ficou belíssima. Gostei muiiiito…” (palavras da clientes…rs).

A atual logomarca dela não era tão feia não…rs… Em uma das sugestões cheguei a usarmesma tipologia e acrescentei um outro elemento, para dar mais vida. Para redesenhar a marca eu segui uma linha clássica, que passasse uma imagem de glamour e luxo, e que ao mesmo tempo passasse uma imagem de simplicidade e requinte.

Para ter um horizonte, solicitei algumas fotos da Casa a cliente, para ver os traços dos ambientes, cores e outras coisas mais… E logo ao receber as fotos, ao vê a primeira já me veio a idéia… Confira abaixo a logo atual, e as duas sugestões que fiz.

A logomarca aprovada, foi esta com o casarão colorido. Trata-se da entrada principal da recepção, que foi desenhada de forma estilizada (meio que seguindo uma linha de Xilogravura) preservando no desenho, apenas traços importantes do casarão.

Eu particularmente achei uma logo Belíssima, não sei se tal sentimento é porque a cria é minha…rs

Abraço a todos.

E até o próximo post!


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O que é preciso para ser um bom designer?

9 02 2009

Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si.

Uma das melhores definições de design gráfico que já ouvi é esta da designer Jessica Helfand: “Design gráfico é uma linguagem visual que une harmonia e equilíbrio, cor e luz, escala e tensão, forma e conteúdo. Mas é também uma linguagem idiomática, uma linguagem de símbolos e alusões, de referências culturais e inferências perceptuais que desafiam tanto o intelecto quanto o olhar”.

Gosto muito desta definição. A primeira parte é um sumário convencional do design gráfico, com o qual todos concordamos. Mas a segunda parte nos leva para uma área mais densa: ela trata o design como uma força expressiva. Essa segunda afirmação deixa claro que a consciência cultural é tão importante para um designer quanto suas habilidades técnicas e suas qualificações acadêmicas.

Ao ser perguntado se fazia pesquisas específicas para escrever cada um de seus livros, o escritor inglês Iain Sinclair respondeu que toda a sua vida era na verdade uma grande pesquisa. Não consigo imaginar nada mais apropriado para um designer gráfico. Se você não estiver constantemente absorvendo o que existe ao seu redor, criando algo como uma “inteligência visual”, você nunca será um designer gráfico.

Dizem que os arrombadores de cofre esfregam a ponta dos dedos com lixas para aumentar a sensibilidade táctil. Eles deixam a ponta dos dedos muito sensíveis e faz com que consigam sentir todas as nuances do mecanismo que abre o cofre. O mesmo vale para o design gráfico: quanto mais sensível você se tornar em relação ao mundo ao seu redor, melhor será a sua resposta (criativa) em relação a este mundo. Isto significa estudar o design em todas as suas manifestações contemporâneas e também a história do design e das artes visuais em geral, mas também quer dizer conhecer o mundo além do design gráfico.

As vezes os designers, como outros profissionais por aí, imaginam que o mundo gira ao redor do seu umbigo, do design gráfico. Isto acontece especialmente quando se trabalha com design mais de 14 horas por dia. Mas aí vai uma dica. O mundo não gira ao redor do design! Os bons designers, em sua maioria, tem interesses pessoais que vão muito além do design gráfico. O design pode até ser a sua preocupação maior, mas ele não deixa de ter outros interesses.

OK, mas afinal, como isto me ajuda a ser um bom designer gráfico?

A coisa mais importante quando você estiver discutindo um trabalho com um novo e potencial cliente é demonstrar conhecimento, abertura e receptividade. O designer que demonstra apenas sinais de soberba e restrição de foco de atuação não vai inspirar o seu cliente. Isto parece óbvio, mas é surpreendente a quantidade de designers que usam as reuniões com clientes para falar sobre si mesmos e seu trabalho. Esses são os mesmos designers que reclamam mais tarde que o seu trabalho é frequentemente rejeitado ou que eles nunca podem fazer o que eles querem. Estes designer são culpados do pior crime que um designer gráfico pode cometer: auto-suficiência e visão estreita da realidade. Para o designer com ambições, essas duas coisas são fatais!

Se você puder demonstrar algum conhecimento sobre o campo de atuação do seu cliente, se você conseguir falar sobre o projeto com tranqüilidade e se você ouvir mais ao invés de só falar sobre si mesmo, você vai se impressionar com a receptividade do seu novo cliente sobre suas idéias. Parece um paradoxo, mas quanto menos você embasar o relacionamento cliente/designer sobre você próprio, mais sucesso você terá.

Além de possuir referências culturais e ter conhecimento do mundo além do design gráfico, um bom designer também precisa se comunicar bem. Isto não é o mesmo que saber fazer discursos eloqüentes, mas se refere à habilidade de saber falar sobre o seu trabalho, especialmente com clientes e com quem não é designer, de maneira coerente, convincente e objetiva, sem se utilizar da mesma linguagem que você costuma usar com outros designers. E como a comunicação é uma via dupla, isto significa também saber ouvir. O design gráfico precisa comunicar uma idéia sem o uso de comentários (escritos ou falados) que descrevam suas intenções: você não pode ficar ao lado de um web site, por exemplo, chamando a atenção das pessoas que que entrem no site e explicando para cada usuário como você utilizou os grids para criar uma noção de conjunto, pode? Apesar disso, os designers precisam das palavras, especialmente quando estão apresentando um novo projeto.

Convencer o seu cliente de que suas idéias são corretas e de que o dinheiro dele está sendo bem gasto requer argumentos muito bem formulados.

Uma boa técnica para desenvolver a habilidade verbal é descrever o que você criou sem mostrar o trabalho. Tente descrever com a maior quantidade de detalhes possível, de tal modo que não seja necessário ver o trabalho para entender o que você projetou.

E lembre-se: a maneira como um designer apresenta suas idéias é tão ou mais importante que as próprias idéias. Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si.

Fontes: Wikipédia, webinsider

Revisão de Texto: Adaucélia Palitó