Já em ritmo de Carnaval…

19 02 2009

Olá pessoal…

O carnaval já ta ai. Aqui em João Pessoa o clima já é de festa, pois como já é tradição, aqui acontece uma das melhores prévias carnavalescas de todo o Brasil. E pra entrar de vez no clima de folia, criei uma camisa para brincar o carnaval junto com minha namorada. Trata-se de uma charge totalmente feita no Photoshop, mesclando desenhos feitos a mão livre e fotos. Vocês poderam notar que para fazer os rostos, utilizei fotos nossa e apliquei alguns efeitos para dar a idéia de caricatura. Confira o resultado.

camisa-carnval





Usando uma foto “caseira” para uma capa de Revista…

16 02 2009

Olá pessoal…

Aqui está mais um trabalho finalizado. Trata-se da Capa do mês de março da Revista da Redemais Farma. O tema será alusivo ao Dia Internacional da Mulher (8 de março). Achei esse trabalho interessante pois, o cliente queria que a capa fosse uma mulher. Então mais uma vez a “cobaia” foi minha namorada. Sim, mais o que há de interessante nisso?! Vou explicar… é que nesta capa, eu não produzi a foto; a foto usada foi uma foto que tirei dela a uns meses atrás, quando estava-mos de saída para uma festa. Peguei a foto levei para o Photoshop, fiz uns ajustes, retirei o fundo, coloqui um bouquet de flores e pronto! Esta feita a capa… Enviei para o cliente, e sem pestanejar ele aprovou a capa…

O resultado, você confere logo a baixo…





Citroën – Mudança total

12 02 2009

New logo Citroen - Novo logo Citroen

A Citroën parece estar investindo no fortalecimento da marca para enfrentar a crise mundial. Vocês já podem conferir no site oficial todas as mudanças que a empresa francesa está propondo.
Além do logo, estão mudando o slogan para Créative Technologie, mudando a ambientação das lojas, o conceito dos carros e mais um monte de coisas.É tanta coisa que eles criaram um site especial só para apresentar as novas mudanças ao público, o CreativeTechnologie.com que conta com uma versão em português de onde tirei o seguinte texto falando sobre o novo logotipo:

“Em liberdade, os chevrons* afirmam-se. Ganham realce, e força: símbolo de matéria viva e em movimento, de uma tecnologia colocada ao serviço do Homem.
O nome da marca Citroën, conserva a sua cor vermelha tradicional, como uma ponte entre a sua história e o seu futuro. Os dois, em conjunto, formam o símbolo da Marca, que sublinha a confiança renovada da Citroën nos seus valores e nas suas ambições.”

* Chevrons são essas setas para cima ou para baixo muito usadas em insígnias militares, tipo esses que a Citroën tem no logo

O novo logo ganhou volume e uma cor metálica, se aproximou de símbolos que usam o mesmo recurso, como Renault, Mercedes-benz, Audi, Nissan, Toyota, Honda.
logos-metalicos-carros.jpg
Além disso, os chevrons ficaram mais suaves ganhando um ar aerodinâmico e a tipografia acompanhou a mudança ficando mais suave.

Vi no: Com Limão




Uma Belíssima logomarca.

9 02 2009

Olá pessoal…

Já há algum tempo peguei a missão de redesenha uma logomarca. Trata-se da logo de uma casa de recepções de João Pessoa. Porem ainda não havia postado nada, pois até então a logomarca ainda não tinha sido apresentada. Mas finalmento o cliente viu a logo e aprovou… ” Ai ficou belíssima. Gostei muiiiito…” (palavras da clientes…rs).

A atual logomarca dela não era tão feia não…rs… Em uma das sugestões cheguei a usarmesma tipologia e acrescentei um outro elemento, para dar mais vida. Para redesenhar a marca eu segui uma linha clássica, que passasse uma imagem de glamour e luxo, e que ao mesmo tempo passasse uma imagem de simplicidade e requinte.

Para ter um horizonte, solicitei algumas fotos da Casa a cliente, para ver os traços dos ambientes, cores e outras coisas mais… E logo ao receber as fotos, ao vê a primeira já me veio a idéia… Confira abaixo a logo atual, e as duas sugestões que fiz.

A logomarca aprovada, foi esta com o casarão colorido. Trata-se da entrada principal da recepção, que foi desenhada de forma estilizada (meio que seguindo uma linha de Xilogravura) preservando no desenho, apenas traços importantes do casarão.

Eu particularmente achei uma logo Belíssima, não sei se tal sentimento é porque a cria é minha…rs

Abraço a todos.

E até o próximo post!


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O que é preciso para ser um bom designer?

9 02 2009

Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si.

Uma das melhores definições de design gráfico que já ouvi é esta da designer Jessica Helfand: “Design gráfico é uma linguagem visual que une harmonia e equilíbrio, cor e luz, escala e tensão, forma e conteúdo. Mas é também uma linguagem idiomática, uma linguagem de símbolos e alusões, de referências culturais e inferências perceptuais que desafiam tanto o intelecto quanto o olhar”.

Gosto muito desta definição. A primeira parte é um sumário convencional do design gráfico, com o qual todos concordamos. Mas a segunda parte nos leva para uma área mais densa: ela trata o design como uma força expressiva. Essa segunda afirmação deixa claro que a consciência cultural é tão importante para um designer quanto suas habilidades técnicas e suas qualificações acadêmicas.

Ao ser perguntado se fazia pesquisas específicas para escrever cada um de seus livros, o escritor inglês Iain Sinclair respondeu que toda a sua vida era na verdade uma grande pesquisa. Não consigo imaginar nada mais apropriado para um designer gráfico. Se você não estiver constantemente absorvendo o que existe ao seu redor, criando algo como uma “inteligência visual”, você nunca será um designer gráfico.

Dizem que os arrombadores de cofre esfregam a ponta dos dedos com lixas para aumentar a sensibilidade táctil. Eles deixam a ponta dos dedos muito sensíveis e faz com que consigam sentir todas as nuances do mecanismo que abre o cofre. O mesmo vale para o design gráfico: quanto mais sensível você se tornar em relação ao mundo ao seu redor, melhor será a sua resposta (criativa) em relação a este mundo. Isto significa estudar o design em todas as suas manifestações contemporâneas e também a história do design e das artes visuais em geral, mas também quer dizer conhecer o mundo além do design gráfico.

As vezes os designers, como outros profissionais por aí, imaginam que o mundo gira ao redor do seu umbigo, do design gráfico. Isto acontece especialmente quando se trabalha com design mais de 14 horas por dia. Mas aí vai uma dica. O mundo não gira ao redor do design! Os bons designers, em sua maioria, tem interesses pessoais que vão muito além do design gráfico. O design pode até ser a sua preocupação maior, mas ele não deixa de ter outros interesses.

OK, mas afinal, como isto me ajuda a ser um bom designer gráfico?

A coisa mais importante quando você estiver discutindo um trabalho com um novo e potencial cliente é demonstrar conhecimento, abertura e receptividade. O designer que demonstra apenas sinais de soberba e restrição de foco de atuação não vai inspirar o seu cliente. Isto parece óbvio, mas é surpreendente a quantidade de designers que usam as reuniões com clientes para falar sobre si mesmos e seu trabalho. Esses são os mesmos designers que reclamam mais tarde que o seu trabalho é frequentemente rejeitado ou que eles nunca podem fazer o que eles querem. Estes designer são culpados do pior crime que um designer gráfico pode cometer: auto-suficiência e visão estreita da realidade. Para o designer com ambições, essas duas coisas são fatais!

Se você puder demonstrar algum conhecimento sobre o campo de atuação do seu cliente, se você conseguir falar sobre o projeto com tranqüilidade e se você ouvir mais ao invés de só falar sobre si mesmo, você vai se impressionar com a receptividade do seu novo cliente sobre suas idéias. Parece um paradoxo, mas quanto menos você embasar o relacionamento cliente/designer sobre você próprio, mais sucesso você terá.

Além de possuir referências culturais e ter conhecimento do mundo além do design gráfico, um bom designer também precisa se comunicar bem. Isto não é o mesmo que saber fazer discursos eloqüentes, mas se refere à habilidade de saber falar sobre o seu trabalho, especialmente com clientes e com quem não é designer, de maneira coerente, convincente e objetiva, sem se utilizar da mesma linguagem que você costuma usar com outros designers. E como a comunicação é uma via dupla, isto significa também saber ouvir. O design gráfico precisa comunicar uma idéia sem o uso de comentários (escritos ou falados) que descrevam suas intenções: você não pode ficar ao lado de um web site, por exemplo, chamando a atenção das pessoas que que entrem no site e explicando para cada usuário como você utilizou os grids para criar uma noção de conjunto, pode? Apesar disso, os designers precisam das palavras, especialmente quando estão apresentando um novo projeto.

Convencer o seu cliente de que suas idéias são corretas e de que o dinheiro dele está sendo bem gasto requer argumentos muito bem formulados.

Uma boa técnica para desenvolver a habilidade verbal é descrever o que você criou sem mostrar o trabalho. Tente descrever com a maior quantidade de detalhes possível, de tal modo que não seja necessário ver o trabalho para entender o que você projetou.

E lembre-se: a maneira como um designer apresenta suas idéias é tão ou mais importante que as próprias idéias. Quando uma idéia é rejeitada, muitas vezes é a apresentação que está sendo rejeitada e não a idéia em si.

Fontes: Wikipédia, webinsider

Revisão de Texto: Adaucélia Palitó





Mais um trabalho pronto!

4 02 2009

Olá amigos(as)…

Hoje finalizei mais uma peça. Trata-se de um outbus comemorativo aos 30 anos do Sindicato dos Motorista da Paraíba. Também foi criada para a data, uma logo comemorativa. Achei que ficou bem bacana… bem do jeito que gosto, peça limpa, sem muitos elementos. Utilizei apenas a foto do prédio da  Sede do Sindicato, fiz um efeito de envelhecimento para retratar a história… como aqui não tenho como postar a foto maior, talvez não dê pra enchergar os detalhes ruídos da foto. Para completar a peça, foi aplicada a logomarca e a frase.

Outbus comemorativo aos 30 anos do Sindicato dos Motoristas da PB

Outbus comemorativo aos 30 anos do Sindicato dos Motoristas da PB





Excesso de referência: Sega – Sega

4 02 2009

Para quem não conhece, esse é o site da Sega (desenvolvedora de games que criou personagens famosos como o Sonic) e esse é o site da Construtora Sega.

Segue um breve diálogo de como deve ter sido o briefing:

Dono da Contrutora Sega: – Alô, fala sobrinho. Preciso de um favorzão, tem como fazer um logo pra minha empresa?
Sobrinho: – Claro tio, qual o nome e como você quer?
Dono: – Vai chamar Construtora Sega. Já existe uma empresa que se chama Sega que tem um logo bem legal, mas é de um ramo totalmente diferente.
Sobrinho: - Ahhh não tem problema não, a gente muda as cores e põe uma portinha do lado que ninguém vai perceber!
Dono da Sega: - Então fechou, me manda quando tiver pronto e no fim de semana eu te pago uma pizza





Fusão de imagens…

3 02 2009

Olá pessoal…

Esta semana ao chegar na agência recebi do atendimento mais um briefing… de mais um trabalho… o Job, era a produção de uma capa para uma revista institucional de uma rede de farmácias do Estado da PB, chamada Redemais Farma. O inicio da produção da peça foi horrível… Nada vinha na cabeça… Nada mesmo… a única coisa que havia definido era o tema… O tema que escolhi para ilustrar a capa foi verão… Depois de uma frustrante busca no site Stock Free atrás de uma imagem legal para fazer a capa ( que por sinal não achei nada que me agradasse ),  foi que a coisa pegou!

Já no final do expediente foi que me surgiu uma luz… Pensei, por que não produzir a foto?! Seria o mais óbvio não é mesmo?! Porem, o orçamento da peça já estava fechado, e o nosso “querido” atendimento não orçou a produção da foto, e não incluiu no orçamento… E agora?!?!?! Foi então que resolvi eu mesmo fazer a foto… a final também dou minhas arriscadas como fotografo. Mais e a modelo?!?! Ai estava mais um problema… se a foto não foi orçada, é claro que a modelo também não… mais uma vez estava eu a pensar como resolver mais uma bronca… então pensei…pensei… e pensei… foi então que PENSEI!!! Por que não usar minha namorada?!?!  Ela não seria capaz de me cobrar para fazer o trabalho… e modéstia parte ela é linda e perfeita para estampar a capa… rs …  Então, bati o martelo… liguei pra minha namorada, expliquei a situação… e no outro dia as 6 da matina estava-mos na praia fazendo as fotos… depois fui para agência e fiz a capa… em fim, um trabalho que começou complicado, terminou sendo um trabalho que gostei de ter feito… pois não foi tão simples como esperava… envolveu produção de foto, manipulação de imagens, fusão de imagens…etc.

Pois é meus caros leitores, aqui esta relatada mais uma situação na vida deste design… os desafios nesta nossa profissão não são poucos, mais nada que a paciência mesclada com criatividade não resolva!!!!

Abaixo você confere o resultado final… e também as fotos que utilizei para fazer a fusão.

Forte abraço a todos…

E até o próximo post!





Comendo com os olhos: como montar um cardápio

3 02 2009

Alguma coisa podemos aprender com os cardápios de restaurantes: eles fazem parte da “experiência” dos sentidos para proporcionar prazer. E seguem alguns truques para nos fazer gostar mais… e gastar mais também.

Por Dayvidy Guedes

Experiências sensoriais desencadeiam no cérebro respostas rápidas. A visão de um suculento hamburger no anúncio na televisão ou o cheiro de um doce de chocolate despertam a vontade de experimentar. Estes são dois exemplos de como podemos explorar a psicologia sensorial para influenciar as decisões de compra do consumidor em um restaurante.

Além de impactar o cliente pelos aromas e sabores, uma boa casa deve impactar também pelo visual, que vai da decoração ao mais importante – o cardápio!

Layout

O design é crucial. A melhor opção é por um layout simples e com fontes clean. Só coloque fotos se elas forem mais bonitas que o prato em si, fotos do estilo McDonald’s. Se a foto for amadora, o efeito é contrário, a comida fica com aspecto asqueroso, não dá fome, dá enjôo.

Um cardápio de página dupla é sempre a melhor opção para levar o cliente aos melhores pratos. A leitura num cardápio de página simples é vertical, mais fácil de comparar preços.

Cardápio

Porém a leitura num cardápio de página dupla é mais complexa e nos obriga a olhar para vários lugares. Com isso podemos colocar os produtos mais rentáveis nas melhores partes. Como o canto superior direito.

Disfarce os preços

O que restaurantes, pelo menos a maioria, fazem com o cardápio: colocam todos os preços alinhados à direita, um abaixo do outro. Se todos eles estão assim eu posso facilmente comparar e certamente escolherei os mais baratos. É melhor ter os preços e cifrões colocados discretamente no final da descrição de cada produto.

Faça o cliente folhear

Um cardápio deve ser como um supermercado. Os itens mais pedidos, mais comuns, como hamburgers, sanduíches e fritas, devem estar escondidos no cardápio. Não devem ter acesso fácil. No supermercado os itens que compramos com frequência, como leite, carnes, arroz e feijão, sempre ficam nos fundos; nós temos que comprá-los mesmo, então tanto faz o lugar onde estiverem, nós vamos até lá.

Como estão no fundo, o supermercado nos obriga a passar por vários outros produtos mais caros e que podemos comprar por impulso. Escondendo os itens comuns no cardápio, o cliente é obrigado a ver outros produtos, o que aumenta a sua chance de gastar mais e não optar pelo de sempre.

O nome do prato

O nome do prato é a parte mais importante para vendê-lo a quem não o conhece. Um cliente não será incentivado a experimentar um prato novo por causa do preço. O nome precisa ser criativo, criar interesse, despertar a curiosidade.

Um cliente meu de comidas típicas renomeou todos os itens do seu cardápio com nomes nada convencionais, deixando qualquer um curioso com qualquer prato. Por exemplo, o torresminho com mandioca virou “tadinho do Chiquinho”, a carne de sereno virou “não sou carne de sol” e assim por diante. Os adjetivos também não devem ser poupados, eles são tão importantes quanto o próprio nome.

O que você acha melhor? Ovos mexidos ou ovos mexidos com manteiga fresca? Pense em sabores e gostos, palavras como crocante e picante dão ao cliente uma melhor idéia do que está por vir. Longas descrições devem ser reservadas para os pratos mais rentáveis.

Lembre-se:

  • Um cardápio não é um amontoado de letras, não é anúncio publicitário. Dê destaque ao que precisa ter destaque.
  • Vermelho e amarelo são cores que evocam a fome. Usadas na forma correta dão vida ao cardápio; usadas demais, cansam qualquer um.
  • Os pratos que possuem mais atributos (nome diferente, adjetivos, descrição…) vendem mais que “nomes sozinhos” no cardápio.
  • Nosso olhar é preguiçoso, ele é atraído por qualquer coisa diferente. Seja o negrito de uma letra ou uma caixa em volta do texto. É fácil levar o olhar do cliente para onde interessa sem agredir o layout.
  • O canto superior direito deve ser sempre reservado para o prato mais lucrativo.
  • Tenha versões diferentes do mesmo cardápio para atender necessidades diferentes. Se recebe muitos turistas, tenha ele em outros idiomas, se recebe pessoas idosas, tenha um com fontes maiores.

Com certeza um cardápio não faz milagre. Ele faz parte da “experiência”, que é aquilo que motiva alguém a indicar um restaurante para um amigo. O atendimento dos garçons, o ambiente, a música, a decoração, as pessoas, os pratos, o cardápio… tudo deve estar alinhado para proporcionar ao cliente a melhor experiência possível. Só assim ele voltará a comer ali novamente!





Será que foi assim?!

3 02 2009

Monólogo imaginário, meramente especulativo e totalmente fictício, porém, quem sabe, verossímil, de um hipotético envolvido no redesenho de uma marca famosa e milionária.

Abre aspas:

Então. A gente pegou esse trampo de redesenhar a marca. A estratégia de comunicação pede para mostrar visualmente que alguma coisa mudou para mais moderno e também mais acessível, tá entendendo? Os novos donos acham que a marca atual é barroca, muito metida a chique. Essa caligrafia, por exemplo, não tem nada a ver. Essa rosa-dos-ventos é rebuscada. Vamos mexer em tudo!

A nossa tarefa é redesenhar a marca e os materiais de comunicação básicos, para termos uma apresentação pronta da proposta final na segunda-feira pela manhã, tá entendendo? Hoje é sexta, então vamos tocar pau nesse projeto que é de responsa. O briefing tá prontinho aqui na mão. Fala a verdade, não tá tão difícil assim. É só limpar “a” logo. O Corel faz isso praticamente sozinho. Tá duvidando? Vou te ensinar como se faz isso em quinze minutos, sem enrolação. Abre um espaço aí que a gente vai sentar do teu lado e dar os toques. OK. É o seguinte. Primeiro de tudo: esquece a rosa-dos-ventos. Isso, deleta daí, mas deixa guardada em algum lugar, que a gente ainda vai fazer uma firula com ela mais tarde. Beleza? Pega essas letras e espreme, entendeu? Cola elas bem. Junta tudo. Mais perto. Mais um pouco. Mais. Vai. Com fé. Mais um tantinho. Aí. Separa de volta… abre aqui… Isso. As letras muito separadas davam uma cara de velho, tá entendendo? Temos que modernizar a comunicação. Passar um ar jovem pro consumidor. Mas não sofisticado demais.

Tá quase. Mas ainda não parece moderno p.. nenhuma! Experimenta vazar a letra A. Isso, deixa igual à V de cabeça pra baixo. Pode usar a estrutura da letra original, mesmo. Sem crise. Beleza! Agora faz o seguinte. Tá vendo o R? Vaza ele também. Vai nos contornos do original, não inventa moda agora, que a gente não tem prazo pra perfumaria, tá entendendo? Isso. Faz reto mesmo, não tem problema. Pronto! Fala aí que não ficou mais moderno. Fala sério, eu é que devia estar sentado aí fazendo esse trabalho! Agora, a letra G. Aumenta o branco dentro dela. Tem que ficar… aéreo, entendeu a referência? É uma empresa aérea. Espaço vazio. Respiro. Isso mesmo. Encurta ali… Beleza. Não, deixa um pouco. Tem que poder ler de longe. Chanfra do lado. Melhorou. O computador não é uma maravilha?

Agora é o seguinte. Presta atenção. É pra não usar mais a caligrafia, apaga ela sem dó. Mas a gente vai incluir um elemento substituto, tá entendendo? Uma bandeirinha bem pequenininha, ali do lado do G. Meia altura da “tipologia”. Não, é sério! É pra colocar uma bandeirinha do Brasil ali, como se fosse uma sexta letra do lado do G. Só que tem duas coisas. Não precisa do “Ordem e Progresso” nem das estrelas. Simplifica essa bagaça. Sem remorso. Segunda coisa, o amarelo da bandeira tem que ser laranja, tá entendendo? A cor corporativa dos novos donos é laranja. Precisa harmonizar. Eu sei, eu sei que é a bandeira nacional, que existe uma lei e tal, mas você acha que alguém vai reparar numa caquinha dessa? E a gente economiza não tendo que pedir uma tinta a mais na gráfica só pra pintar a bandeirinha toda vez, tá entendendo? Pantone não sei das quantas, acha aí. Esse mesmo. Perfeito!

Maravilha! Agora, a aplicação da marca. Você tem à mão aí a rosa-dos-ventos, né? Abre o arquivo que mostra a aplicação atual dela no leme da aeronave. Isso. Esse mesmo. Beleza.

Então. A marca atual é muito parada. O negócio precisa decolar, tem que voar, tá entendendo? Falta dinamismo. Tem que burilar o símbolo, só um pouquinho. Esse azul tá triste também. Vamos mudar tudo isso. Primeira coisa: a rosa-dos-ventos precisa incluir a cor laranja. É a cor dos novos donos, sabe como é. Não pode chiar. Ah, não tá dando contraste nas pontas? Taca um degradê ali que tá beleza. Isso. Pode sumir com as risquinhas brancas, essa mosquinhas fazendo círculo, tá entendendo? Aí. Maravilha. Agora, vaza a rosa-dos-ventos pra fora do leme. Deixa só um pedaço dela visível. A gente sempre vai usar só uma parte dela em todos os materiais daqui pra frente. Não, tou falando sério. Como assim, não faz sentido? Eu tô mandando. Não me questiona. Faz esse troço. Vaza essa p… já que não tem tempo pra frescurite. Isso mesmo. Não, eu tô te falando, não vai ter grilo. Pára com isso. O povo vai reconhecer a marca, claro que sim. Agora, joga de fundo um padrão de azul sobre azul, saca? Um zebrado azul em curva. Um desses negócios prontos que você aperta um botão e faz em dois palito aí. Isso, exatamente, esse mesmo. Que nem o daquela porta do fogão Continental. Começa escuro e vai clareando. Aumenta a curva ali. Boa. Olha que lindo que fica!

Matou! Viu como foi rapidinho? Te falei, o Corel é milagreiro. Joga as coisas nele que ele faz tudo. Te-le-pa-tia! Agora, toca bola pra frente e monta a apresentação aí. Prepara o PowerPoint com as imagens em baixa “da” logo e do leme, mais os prints em alta. E também exemplos de aplicação em folders, faixas, panfletos, prospectos, bordados, serigrafias, alto-relevo, pins, website, campanha de TV, jornal, revista, envelope, papel timbrado, cartaz, fachada, mural, luminoso de aeroporto, painel de Metrô, outdoor, projeção de holofote, sacola e locução de rádio. Agora… que é… deixa eu ver aqui… agora é sexta-feira, 18:36. Esse material tem que estar pronto impreterivelmente na segunda-feira, às 7:30 da manhã. O vice-presidente precisa disso na mesa dele na segunda bem cedinho, porque depois segue direto de viagem pra Miami. Ou Paris, não lembro agora. Mas então, veja bem, ainda tem dois dias inteirinhos pra matar isso, tá entendendo? Não pode dar chabu. Mas tá sossegado de prazo agora. Qualquer coisa, me dá um grito no celular, vou estar na praia, beleza? Tchau. Bom fim de semana.

Disclaimer – Todas as imagens acima foram produzidas a partir de imagens de divulgação, não de fontes oficiais.
E foram desenhadas no Illustrator, não no Corel.
A caligrafia foi obtida de uma versão não-oficial do logo antigo em vetor, que estava disponível na Wikipedia. Se você for lá agora, porém, só achará a versão nova.